domingo, 4 de dezembro de 2011

MODULO 03


Título: DIACRONIA E SINCRONIA DO LUGAR - ANALISANDO O MUSEU MUNA E UM TRABALHO DE ATELIE.
Autores:  Nayara Pinheiro  (nayarapin@hotmail.com)
              Michelle Moreira (michelle.design.ufu@gmail.com)
              Teresa Cidreiro (teresa_cidreiro@hotmail.com)  
Palavras-chave: diacronia, sintonia, museu, atelie, historia


Title: DIACHRONY AND SYNCHRONY OF THE PLACE - MUNA ANALYZING THE MUSEUM IS AWORKSHOP.
Autores:  Nayara Pinheiro  (nayarapin@hotmail.com)
              Michelle Moreira (michelle.design.ufu@gmail.com)
              Teresa Cidreiro (teresa_cidreiro@hotmail.com)
Keywords diachrony, tuning, museum, studio, history

1. Introdução
Esse artigo foi escrito para analisar o Museu MUNA e o Atelie da aluna Michelle Moreira, em relação a diacronia e a sincronia que o lugar possui.

2. Referencial teórico-conceitual
Foi usado como referencial teórico os estudos de Ferdinand de Saussure. Que nessa teoria, enfatizou uma visão sincrônica, um estudo descritivo da linguística em contraste à visão diacrônica do estudo da linguística histórica, estudo da mudança dos signos no eixo das sucessões históricas, a forma como o estudo das línguas era tradicionalmente realizado no século XIX. Com tal visão sincrônica, Saussure procurou entender a estrutura da linguagem como um sistema em funcionamento em um dado ponto do tempo.

3. Materiais e métodos
Com base nesse estudo foi percebido então que diacronia é o eixo em que acontecem as modificações da língua no decorrer da história. Por exemplo: “vossa mercê” transformou-se em “vosmicê” que transformou-se em “você”. E sincronia é o eixo em que se estabelecem as relações de significação entre os diversos significantes da língua. Esse eixo é estático até que uma alteração diacrônica provoque uma alteração no estado sincrônico da língua. O significante “você” tem sua significação estabelecida pela oposição aos outros significantes do português corrente (p. ex. “eu”, “ele”). 

4. Discussão e análise dos resultados





O MuNA se localiza em um lugar que foi construído na década 40. Com aspecto do antigo e apesar de sua fachada ser simples, o Museu Universitário de Arte possui em seu interior um aspecto moderno, funcional e com boa ventilação. Isso porque na sua reforma, se manteve seus aspectos originas, para se manter a historia do local, para que as pessoas lembrem sempre de como era a arquitetura antigamente, e não fique só nas fotos, principalmente por a atual instalação de a residência ser um museu, local onde se guarda a memória de uma cidade, de um país, de uma pessoa, preservando não só os "objetos" mais também sua arquitetura, mantendo a fachada do prédio, o telhado de madeira e as pedras do desnível do local. Apesar de ter mantido esses traços antigos, foi construiu um aspecto moderno no interior, para que não haja um contraste com as obras expostos.     

NÃO SE POSSUI FOTOS DO TRABALHO DO ATELIE DA ALUNA MICHELLE MOREIRA

Sobre o projeto desenvolvido pela aluna Michelle Moreira na disciplina Ateliê de Design de Interiores – História, ministrada pelo professor Juscelino Machado, no Curso Design de Interiores da Faculdade de Arquitetura, Urbanismo e Design da Universidade Federal de Uberlândia, em que a proposta foi desenvolver um projeto de interiores em uma casa Modernista da década de 50 para uma família da contemporaneidade, para isso foi necessário criar o perfil de cliente que valorizasse a história e a arquitetura da década de 50, esse cliente era um escritor de histórias de suspense, sua esposa era uma psicóloga especializada em terapia de casal e tinham uma filha adolescente que era estudante e bailarina. 
Havia duas linhas de projeto, uma em que se poderia fazer um projeto completamente modernista (de acordo com a época), e outra em que se poderia usar uma linguagem contemporânea, adequando-se ao período da construção. Para esse projeto foi utilizada a linguagem contemporânea.
O conceito utilizado foi baseado nas obras de suspense de Alfred Hitchcock, para isso foi apliado tons frios e sóbreos, uso de madeira e algumas peças de Design do período modernista.
Concluindo, esse projeto foi proposto para percebemos que as obras de períodos anteriores podem ser valorizadas na contemporaneidade, e é preciso preservar essas obras para que possamos perceber e identificar a evolução dos períodos passados.


5. Considerações finais
Portanto foi concluído através do estudo desse lugares que os dois eixos (sincrônico e diacrônico) são, portanto transversais. Seguindo pelo eixo diacrônico podemos percorrer a história de uma língua, encontrando os diversos estados sincrônicos que já se estabeleceram.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Resenha do Capitulo Amarelo e Vermelho: Aluna NAYARA PINHEIRO

RESENHA CAPÍTULO VERMELHO – VIOLÊNCIA E PAIXÃO

     O autor vem afirmar neste capítulo, sobre a força da cor vermelha. Ele coloca que para compreender melhor isso, é preciso estudar as outras cores que podem ajudar a definir seu espaço simbólico.
     Ele vale-se dos estudos da física, que explicam que o vermelho está no limite entre a cor visível, com um comprimento de onda entre 630 a 760 milimícrons. Isso então, explica parte da agressividade dessa cor. Além disso, há estudos também sobre o olho humano, que capta o vermelho de maneira predominante, formando uma imagem mais forte.
     Depois, o autor fala sobre a importância da cor verde como sendo oposição ao vermelho, afirmando que essa relação é a relação água-fogo. O verde é a cor que ocupa a posição central no espectro eletromagnético, e é no verde que a retina encontra seu ponto de maior sensibilidade, e é a cor recebida de forma menos agressiva, com maior passividade. Ou seja, o verde traz maior tranqüilidade.
     Logo, ele indaga se seria o verde a cor da esperança, citando o caso da ponte em Londres, que após ser pintada de verde, diminuiu consideravelmente o número de casos de suicídio, além de casos como o dos jogos desde o futebol até os cassinos, onde o verde está fortemente presente.
     Coloca também a inversão que ocorreu com o verde, passando a ser a cor da permissão, e não mais da transgressão como era na idade média e até na moderna, e também como sendo a cor do equilíbrio, tanto pela sua posição no espectro da luz branca, como por ser a mistura das cores opostas: azul e amarelo.
     Há ainda a afirmação no texto de que existe um sentido positivo e negativo para cada cor.
     O autor apresenta a relação unânime que vários autores fizeram com relação ao vermelho: violência e paixão. Pastoureau, Ivan Bystrina, Kandinsky são os autores que relacionam o vermelho ao sangue e ao fogo.
A medicina utiliza essa cor na cruz, que indica o sangue da vida. No amor essa cor é simbolizada com coração vermelho. É a cor do amor divino, cor de Dionísio, da maçã do paraíso, do vinho, das vestimentas de Baco, do amor carnal, da paixão, do coração, dos lábios, do erotismo e da atração, é a cor da guerra, do manto de São Jorge, O vermelho é manifestação do sistema de alerta do corpo. É a cor da paixão que aquece como fogo, e indica também a proibição: não toque no fogo! Cor do pecado. Cor do perigo, como nos semáforos, nas sinalizações, etc.
     O autor apresentou, portanto, os pressupostos de investigação da simbologia das cores, e finaliza apresentando um exemplo da aplicação da simbologia das cores na mídia, utilizando-se então, das capas da revista Veja. Agrupou, então, essas revistas conforme o conceito de vermelho que foi utilizado, para ajudar a identificar o simbolismo e o sentido construído com aquela aplicação, sem atribuir valores para o conteúdo jornalístico das capas de revista.
A revista sempre, desde sua primeira publicação, se utilizou da cor vermelha em sua capa. Grande parte delas, as quais pode-se considerar o uso do vermelho significativo, tem conotação direta com violência. Nesses casos, foram analisadas algumas capas, nas quais os crimes não são representados com cenas reais onde há sangue, mas sim com uma representação deste com alto grau de realismo, como no exemplo da capa: O massacre dos meninos (28/7/93), onde há uma vela com a parafina derretida, transformada em sangue.
Além disso, o vermelho nas capas da Veja, foram amplamente utilizados em matérias de cunho revolucionário, assuntos da medicina, para a idéia de negação de acontecimentos sociais como crises e corrupção, para temas de sedução e sexo (mesmo sendo poucas), terrorismo, guerra, torturas e tragédias.
O autor finaliza, afirmando que para a revista Veja, o vermelho foi vinculado, sobretudo à ruptura da ordem social, é a cor que se impõe. Afirma também que a cor, pode adquirir uma simbologia e ser utilizada a favor da informação e da comunicação.


RESENHA CAPÍTULO AMARELO – TESOUROS DO ARCO DA VELHA

     Neste capítulo, o autor pretende abordar sobre os códigos terciários da comunicação das cores, que são os códigos culturais. Neste estudo, a cor assumirá a função de texto, neste sentido carregado de simbolismo.
O autor, então, ressalta a importância fundamental deste capítulo para o uso adequado da cor como informação, visto que a cultura é um sistema de códigos socialmente compartilhados.
     Ele apresenta exemplos de uma espécie de inversão no uso da cor. Como no carnaval de 1997, em que a Viradouro ganhou como melhor escola por realizar uma inversão no uso das cores, valendo-se do preto, ao invés das cores mais utilizadas como azul, dourado, etc. O preto simbolizava as trevas que antecederam à criação do universo.
Também apresenta o exemplo do governo do presidente Fernando Collor de Mello, que realizou um pronunciamento para que a população desse uma resposta àqueles que ele considerava “a minoria baderneira que procurava desestabilizar caluniosamente seu governo collorido”. Ele propôs que a população vestisse verde e amarelo, e fosse para as ruas, praças, etc. Mas a população vestiu-se de preto, numa forma de manifestação contra o próprio presidente, que estava impopular. Esse episódio ficou conhecido como “domingo negro”.
Nos dois casos, a cor foi utilizada principalmente na sua dimensão simbólica, como código terciário, cultural.
     Em seguida, o autor traz que a estrutura fundamental dos códigos terciários, é construída sobre oposições: que ela e binária, a binaridade é organizada em polaridades, e a polaridade é assimétrica. 
Ele exemplifica com a mais importante oposição do início da cultura: vida-morte. A correspondência cromática da binaridade vida-morte está na oposição branco-preto.
Essa binaridade é polarizada e assimétrica, atribuindo-se o valor positivo ao branco e o valor negativo ao preto, início e fim.
     Depois o autor fala sobre a classificação cultural das cores, fazendo a seguinte indagação: “Pode um mesmo estímulo parecer diferente para diferentes povos simplesmente porque eles são membros de diferentes culturas?”
Daí ele exemplifica com o caso do arco-íris, que desde que Isaac Newton demonstrou que a luz branca é formada por diversas luzes de diferentes comprimentos de ondas, aprendemos que ele tem sete cores. Trata-se de uma convenção, pois são projeções cujas nuances são inúmeras na passagem de uma cor a outra.
Ele fala que a cor depende muito mais da linguagem natural (verbal) e dos instrumentos de armazenamento e transmissão do que muitos outros códigos, e conclui que a cultura é dinâmica e há variabilidade em relação ao tempo.
     O autor finaliza concluindo que quando se trata de culturas diferentes, o que importa ressaltar é que “todo sistema cultural tem a sua própria lógica e não passa de um ato primário de etnocentrismo tentar transferir a lógica de um sistema para outro.”

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Resenha do Capitulo Amarelo e Vermelho: Aluna MICHELLE MOREIRA

RESENHA

Livro: GUIMARÃES, Luciano. A cor como informação: a construção biofísica,
lingüística e cultural da simbologia das cores. São Paulo: Annablume, 2000.

Capítulo Amarelo: tesouros do arco-da-velha

O texto discute sobre a dimensão cultural da cor, sabemos que os signos produzem fenômenos, a cor assumirá função de texto a partir dos rituais e mitos. As manifestações psicológica, fisiológica e física da cor, devem ser separadas para compreender a espera cultural da cor. A cultura é um sistema de códigos socialmente compartilhados. O armazenamento e a transmissão interferem no conteúdo da simbologia das cores.

A cor e a informação cultural

No carnaval de 1997, Joãozinho Trinta, carnavalesco da escola de samba Unidos da Viradouro, foi contra a tradição de entrar no Sambódromo com o abre-alas colorido com as cores tradicionais da escola e entrou com a cor preta dominante da comissão de frente, o que simbolizava as trevas que antecederam à criação do universo. O uso do preto foi arrojado e revelou toda a força que a informação cromática e se bem usada pode surpreender.
Fernando Collor de Melo, no auge da sua impopularidade realizou um pronunciamento apelando para que a população desse uma resposta aos que considerava uma minoria de baderneiros que tentavam desestabilizar caluniosamente seu governo colorido. A resposta do ex-presidente foi que a população se vestisse de verde e amarelo e sair de casa no domingo, dia 16 de agosto de 1992. No entanto a população se vestiu de preto, resultando no chamado “Domingo Negro”. Como a cultura, o símbolo não está morto e, assim, o bom humor, o escárnio e o deboche fizeram até mesmo o preto, símbolo ocidental de luto e de morte, vestir-se de alegria nesse texto cultural de uma manifestação popular de protesto político.
No carnaval o preto simbolizou as trevas e na política simbolizou protesto, nesses casos a cor foi usada na dimensão simbólica cultural.
Em 1984 o Brasil foi para as ruas de amarelo para pedir pelo voto direto pela Presidência da República, esse amarelo foi estudado, calculado, organizado e selecionado em um concurso de design. O amarelo cumpriu o papel de símbolo de alerta e como cor de melhor assimilação mnemônica. Para várias culturas o amarelo era relacionado à loucura, a mentira e a traição, a cor dos excluídos e dos reprovados.
Para a heráldica o amarelo é cor da inveja, inconstância, adultério e traição.
Já a atuação positiva, o amarelo é alegria, calor, ouro, fruto maduro e tropicalidade.

A cor e as estruturas dos códigos culturais

A estrutura fundamental dos códigos terciários, é constituída sobre oposições: ela é binária, a binaridade é organizada em polaridades, e a polaridade é assimétrica. A binaridade é fundamentada nos códigos primários, regulamentada pelos secundários e aplicada na dimensão cultural dos códigos terciários.
A correspondência cromática da binariedade vida-morte está na oposição branco-preto. O preto é a origem simbólica ocidental vinculada à morte, ao desconhecido, às trevas. O branco é a cor da vida e da paz.
A binariedade banco-preto é normalmente polarizada e assimétrica, atribuindo-se o valor positivo ao branco e o valor negativo ao preto, início e fim.
Atribui-se oposições na união, como é o caso das roupas de casamentos. Há vestígios marcantes de que o masculino relaciona-se não só com o lado direito como também com a cor preta, e o feminino com o lado esquerdo e a cor vermelha. Nos casamentos, atualmente substituíram o vermelho pelo branco.
 Os códigos culturais são também caracterizados pela polaridade. Na sinalização de trânsito o vermelho recebe valorização negativa, significa proibição e o verde, valorização positiva, significa permissão. Os valores são assimétricos.
A supressão da negação é obtida pela colocação de mais um elemento entre os signos opostos. A atuação de soluções é chamada de inversão de pólos. A intermediação de outra cor unindo os dois outros pólos é outro padrão para a solução da assimetria.

A classificação cultural das cores

O espaço-tempo pode determinar uma variabilidade na percepção das cores, entendendo a cultura como um sistema de idéias socialmente compartilhadas. A cor depende muito mais da linguagem natural e dos instrumentos de armazenamento e transmissão do que muitos outros códigos.
A cultura é dinâmica e há variabilidade em relação ao tempo. O preto é a cor do luto e da tristeza na maioria das culturas ocidentais, enquanto na China o luto se representa em branco. Assim a noção de cor é a mesma, o preto como cor negativa e o branco positiva; o que modifica seu uso é a percepção da morte naquela cultura, entendida como elevação espiritual, e do nascimento, quase um castigo.
Tratando da cor como processo comunicativo, podemos procurar as diversidades culturais: na sua organização, armazenamento e transmissão das informações cromáticas.
A confusão vocabular é rica aos nos mostrar a organização arbitrária das cores por determinada sociedade.

Capítulo Vermelho: violência e paixão

É preciso estudar as outras cores para entender a força do vermelho e dafinir seu espaço simbólico.

A agressividade do vermelho

O vermelho está no limite entre a cor visível, derivando daí parte da agressividade. É uma agressividade de caráter hipolingual, que somado à identificação da cor com o elemento mitológico fogo, como cor da proibição e com a cor do sangue, da violência, faz com que o vermelho também seja construído por sistemas de códigos hiperlinguais, o que joga para a segunda realidade. A agressividade do vermelho e a tranquilidade para o azul e cyan. Normalmente a noção de tranquilidade é atribuída ao verde, embora alguns azuis provoquem a mesma sensação devido à oposição ao vermelho.

A oposição do verde

A oposição verde-vermelho está relacionada à oposição água-fogo. Para analisar o verde, é preciso procurar a relação correspondente entre a expressão da física da cor verde e a sua percepção.
Verde cor da esperança. A deusa Vênus-Afrodite é a personificação e o aspecto feminino da natureza. O vermelho se oporá ao verde, ou fará uma união de complementares.
Verde cor do jogo. O verde como expressão do destino. A esperança também é depositada no jogo. Tratar de verde e fortuna é obrigatoriamente remeter ao símbolo contemporâneo da riqueza: dólar. O papel que o dólar desempenha, foi anteriormente do ouro, portanto do amarelo.
Verde cor da permissão. O verde era a cor da desordem, transgressão, tornou-se, cor da permissão, da liberdade, autorização. Tal inversão se deu quando o vermelho, que sempre foi à cor da proibição e do perigo, se considerarmos, como os pintores, as cores, vermelho, azul e amarelo como primárias.
Verde cor do equilíbrio. É atribuído ao verde por sua posição no espectro da luz e por ser a mistura de duas cores opostas, amarelo e azul, ou luz e sombra. É possível encontrar uma codificação binária e assimétrica, dois sentidos opostos para cada cor: um sentido positivo e um negativo.

Vermelho: violência e paixão

Ao estudar o vermelho, podemos encontrar significados opostos como violência e paixão ou guerra e amor.
Vermelho, cor do amor divino. Em sentido positivo, o vermelho buscará toda sua força no sangue de Cristo. A medicina utiliza o vermelho na cruz vermelha. O amor será também simbolizado pela estilização simétrica do coração, em vermelho.
Verde cor de Dionísio. Na cultura pagã, o vermelho é a cor da maçã do Paraíso, do vinho e das vestimentas de Baco, de Dionísio, do amor carnal, da paixão, do coração, dos lábios, do erotismo e da atração. O vermelho, como representante do fogo, aquecerá os amantes e o mesmo fogo indicará a cor da proibição. Representa a idéia geral de prostíbulo. As frutas vermelhas e doces, consideradas afrodisíacas. As sinalizações e os semáforos, passaram a utilizar internacionalmente o vermelho para a interdição ou para indicar perigo. No futebol, o cartão vermelho indica a falta grave e a exclusão do jogador. Na farmacologia, indica advertência ao uso do remédio sem prescrição médica. A idéia de perigo está igualmente presente em expressões como “estar no vermelho”. O vermelho é manifestação do sistema de alerta do corpo.
Verde cor da imposição. Como cor da proibição, o vermelho é a cor “do dizer não”. Vermelho é a cor utilizada na expressão máxima da autoridade do juiz de futebol. É a cor do controle.
Verde cor da guerra. O vermelho é a cor de Marte e dos guerreiros, já Marte é o deus da guerra e o elemento ferro, que corresponde a ele, remete à confecção de armas de guerra e a forja remete ao fogo. O vermelho é a cor do manto de São Jorge. É o vermelho das chamas do inferno. O vermelho é a cor da provocação nas torturas e das luvas de boxe.
Verde cor da revolução. É a cor do materialismo, a cor da ação e imposição, marcas dos processos revolucionários. O vermelho recebe a conotação de perigo.

Aplicação da simbologia do vermelho

As capas de revista

A revista Veja tem apostado em uma estrutura de capa monotemática: uma foto ou ilustração de fundo e uma chamada, e um segundo assunto em destaque na tarja diagonal no seu canto superior esquerdo.Com as preocupações básicas de visibilidade, legibilidade, equilíbrio, contraste e harmonia, a cor do logotipo deverá isolar o espaço institucional e, ao mesmo tempo, não se tornar m elemento estranho no conjunto da capa.As cores do logotipo de Veja, normalmente são independentes da informação veiculada e dificilmente terão alguma função simbólica. Quando a capa de Veja não usa o vermelho, recorre preferencialmente ao branco ou o amarelo e depois ao azul ou preto.As soluções gráficas são a aplicação da cor no fundo para assim interferir na percepção da figura principal; aplicação da cor nas letras; aplicação de signos tradicionalmente nessa cor; aplicação da cor a um objeto que não teria essa coloração; uso de recursos gráficos para destacar a área da imagem em que o vermelho está presente; e alteração de toda a cena para atender ao mesmo matiz.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Resenha do Capitulo Amarelo e Vermelho: Aluna TERESA CIDREIRO

CAPITULO AMARELO

      O capitulo pretende aborda o assunto da cor na dimensão que se consideram mais instigante: o da dimensão da cultura, onde  se vai colocar questões acerca do simbolismo e da constituição da linguagem específica das cores, que mantém vínculos com a unidade biológica e, ao mesmo tempo, com a diversidade cultural do homem. Sendo assim, falando dos códigos terciários da comunicação da cores, que são os códigos culturais. No decorre do capitulo, começa-se a explicar que a cor, para o estado na forma de códigos culturais, assumirá, no seu papel de informação cultural a função de texto, neste sentido carregado de simbolismo. Com isso, se conclui que a cultura e um sistema de códigos socialmente compartilhados. A simbologia das cores dependerá do armazenamento e a transmissão do seu conteúdo.
      No decorre do texto, o autor vai demostrando diversos casos em que as cores no âmbito popular, possuem outro forma de significado. Ele da exemplos, de como o preto, um simbolo ocidental de luto e de morte, se torna uma cor viva e de alegria no carnaval carioca de 1997. De como o amarelo, que em algumas culturas, e relacionada à loucura, à mentira, à traição e a inveja, se tornou um simbolo de alegria, do calor, do ouro, do fruto maduro e do tropicalismo, em 1984 nos protestos pela "Direta Já". Mostrando que a cor e importante como recurso de linguagem nos discursos e na mídia.
     Em seguida, ele relembra que a estrutura fundamental dos códigos terciários, é construída sobre oposições: que ela e binária, a binaridade e organizada em polaridades, e a polaridade é assimétrica. Então ele começa a mostra como podemos estudar os signos cromáticos a partir dessa estrutura. Começando assim a discutir e exemplificar a correspondência cromática da binariedade, com exemplo da vida-morte que está na oposição branco e preto, e que essa relação e normalmente polarizada e assimétrica, atribuindo-se o valor positivo ao branco e o valor negativo ao preto. Assim, no decorre de seus exemplos sobre essa estrutura, podemos notar que não há uma fidelidade absoluta na oposição cultural das cores, mostrando que os valores negativos e positivos são dados , normalmente, ao signo mais forte. Concluindo portanto, que na simbologia das cores, é possível encontrar uma codificação binaria que já incorpora as duas possibilidades de polaridade, dois sentidos opostos para a mesma cor: o positivo e o negativo.
         Para concluir o capitulo, o autor começa a observa que a cor depende muito mais da linguagem natural (verbal) e dos instrumentos de armazenamento e transmissão do que muitos outros códigos. Ele ressalta que não cabe a gente se referir a nenhuma capacidade biológica ou genética do homem, mas se tratando do repertório que cada sociedade pode adquirir e como isto pode interferir na codificação de determinada linguagem. E que uma deficiência vocabulária não corresponde  necessariamente a uma deficiência na percepção das cores, porque o  mas importante e a sua organização, o seu armazenamento e a transição dessas informações cromáticas para casa sociedade.

CAPITULO VERMELHO

       O capitulo vermelho ira aborda o trajeto do sentido e da influência recíproca dos tipos de códigos da comunicação. E para isso escolheu uma cor para essa analise mais elabora da cor: o vermelho. E iniciado seu estudo, mostrando que o vermelho e uma da cores mais agressivas da paleta de cores. Isso porque, no estudo da física da luz, essa cor corresponde a um comprimento de onda de aproximadamente, 630 a 760 milimícrons; esse dado, somado a outros da fisiologia do olho humano, revela que o vermelho está no limite entre a cor visível, derivando daí parte da agressividade que é característica dessa cor.
        Logo em seguida, o autor então começa a mostra que para melhor compreender a força do vermelho, é preciso estudar as outras cores que, atuando em oposição ou proximidade, ajudam a definir seu espaço simbólico. Começando assim pelo cor verde, porque, apesar de fisicamente o azul ser uma cor que transmite tranquilidade, normalmente se atribui essa característica ao verde. Essa característica e explicada melhor fazendo uma analise através da física, procurando a relação correspondente entre essa expressão fisica da cor verde e depois sua percepção cultural. Portando, fisicamente o verde e uma cor que ocupa a posição central no espectro eletromagnético, ou seja, está equidistante dos seus dois extremos. É na percepção dos matizes predominantemente verdes que a retina encontra seu ponto de maior sensibilidade, tanto nos cones quanto nos bastonetes, e, também por esse motivo, o verde será a cor recebida de forma menos agressiva. com maior passividade. A parti dai o autor começa a exemplificar as diversas percepção cultural que o verde possui, como e a cor da esperança, do jogo, da permissão e do equilíbrio. Ressaltando no final, que apesar de apresentar todas essas ideias sobre o verde, como outras core, tende a assimilar um pouco das características da cor para qual manifesta tendência, reiterando o importante fato de que, na simbologia das cores, é possível encontrar uma codificação binaria e assimétrica, ou seja, dois sentidos opostos para cada cor: tanto negativo quando positivo.
      Depois de definido o espaço de oposição ao verde e com a binariedade assimétrica dos códigos culturais, volta a estudar o vermelho e buscar as suas relações na percepção cultural, onde encontraremos significados opostos como violência e paixão ou guerra e amor, convivendo na mesma cor. Com isso o autor começa a exemplificar as diversas simbologias que a cor possui, como ser a cor do amor divino, a cor de Dionísio, a cor da imposição, a cor do glamour, a cor que impõe status e a cor da revolução.
         Com todo esse estudo de cores, e principalmente do vermelho, o autor finaliza o capitulo apresentando um exemplo da aplicação da simbologia das cores na mídia, escolhendo o veículo de informação jornalistico de meio impresso, para assim trabalhar com as capas dessas revistas, de modo a manter, no possível, a unidade nos recursos técnicos no uso da cor, e que se apresentara apenas o estudo do uso do vermelho. Assim, se dará exemplos do uso do vermelho nas capas da revista Veja, semanário nacional com mais de trinta anos de circulação. Com isso se inicia a analise de 58 capas, que a cor vermelha  esta destacada, que a revista lançou durante sua existência. O autor mostra que essa cor foi utilizada pela revista com aspectos, principalmente de valores negativos, mais também positivos, revolucionários ou de apelo sexual. Com isso o autor finaliza dizendo que o vermelho, para a revista Veja, quando cor predominante, está vinculado sobretudo à ruptura da ordem social, observando que em muitas vezes é a cor que se impõe. Isso nos mostra que a linguagem cromática está ai, sendo produzida ou se impondo, esperando que atentemos a ela. E que a cor, quando ocupa o espaço destacado e adequado, adquire um simbolismo e pode ser utilizado a favor da informação e da comunicação.



terça-feira, 14 de junho de 2011

MODULO 02


Título: ANALISE DA LOJA X, LOCALIZADA NO CENTER SHOPPING - - UBERLÂNDIA - MINAS GERAIS
Autores:  Nayara Pinheiro  (nayarapin@hotmail.com)
              Michelle Moreira (michelle.design.ufu@gmail.com)
              Teresa Cidreiro (teresa_cidreiro@hotmail.com)  
Palavras-chave: composição; signos; simetria; paleta de cor; pesos visuais; conceito


TitleANALYSIS OF THE X SHOP, LOCATED IN CENTER SHOPPING - UBERLÂNDIA - MINAS GERAIS
Autores:  Nayara Pinheiro  (nayarapin@hotmail.com)
              Michelle Moreira (michelle.design.ufu@gmail.com)
              Teresa Cidreiro (teresa_cidreiro@hotmail.com)
Keywords composition; signs, symmetry, color palette, visual weights, a concept

1. Introdução
Esse artigo foi escrito para analisar da Loja X, localizada no Center Shopping, na cidade de Uberlândia, Minas Gerias, em relação ao modo da composição espacial definindo o sentidos ou funcionamento enquanto signos. Analisar as linhas  de organização espacial (eixos principais e secundários), simetria, paleta de cor e esquemas cromáticos (monocromático, análogo, complementar ou tríade), pesos visuais (dados pela cor ou por contrastes), unidade, conceito e sentido subliminares (caráter, clima psicológico, etc).

2. Referencial teórico-conceitual
Como base pra fazer o artigo foi utilizado os capítulos 2 e 3 do livro Sintaxe da Linguagem Visual, do autor Donis A.Dondis, onde se discute sobre o processo de composição de mensagens visuais e sobre os elementos básicos da comunicação visual. E o capitulo Equilibrio, do livro Arte e Percepção Visual , do autor Rudolf Arnheim, onde se discute o equilíbrio psicológico e equilíbrio físico nas formas e coisas.

3. Materiais e métodos
Nesse artigo será analisada a Loja X, localizada no Center Shopping, na cidade de Uberlândia, Minas Gerais, em relação ao modo da composição espacial definindo o sentido ou funcionamento enquanto signos. Com isso, iram se analisar as linhas de organização espacial, a simetria, a paleta de cor e esquemas cromáticos, os pesos visuais, as unidades, o conceito e o sentidos subliminares.

4. Discussão e análise dos resultados

      


      


   Analisando a loja X do CenterShopping, percebe-se que é uma loja de esquina, onde são comercializadas roupas masculinas e femininas com estilo casual e despojado.
   A loja possui em sua fachada e em seu interior elementos naturais, como os tijolos e a madeira. Também tem dois grandes cestos naturais que abrigam plantas. Essas características aliadas a tons neutros, pastel e terrosos, dão à loja um aspecto natural e aconchegante.
   Um aspecto que pode não ter colaborado muito com a loja, foi o elemento que comunica o nome dela. Por ser em metal prateado e com letras delicadas, além da luz ao fundo, este elemento se confundiu com o restante da loja, ficando em alguns ângulos, quase imperceptível.
   Como já foi trazido, os tons da loja são em sua maioria, neutros, pastel e terrosos. E os elementos de cor mais forte e diferenciada são as roupas que estão na vitrine e no interior da loja. Além disso, há também um barco no fundo, de cor verde, e também um armário de metal na vitrine, de cor amarelo. Esses elementos não “brigam” com o restante da loja, já que esta não tem cores que se sobressaem.

5. Considerações finais
 Concluímos que a loja X é uma loja que possui um diferencial das demais lojas, por conter uma linguagem natural, que traz sensações de conforto, bem-estar, harmonia, fazendo com que o cliente sinta que mesmo estando dentro de uma loja no shopping, está em um ambiente que remete à praia, ou ao campo.

6. Referências 
Arnheim, Rudolf - Equilíbrio. In: Arte e Percepção Visual.
Dondis, Donis - Sintaxe da Linguagem Visual, cap. 2 e 3.
Imagens tiradas pela aluna Teresa Cidreiro no dia 13/06/2011

terça-feira, 3 de maio de 2011

MODULO 01

Título: ANALISE DAS FOTOS DO FOTOGRAFO  BORIS KOSSOY
Autores:  Nayara Pinheiro  (nayarapin@hotmail.com)
                Michelle Moreira (michelle.design.ufu@gmail.com)
                Teresa Cidreiro (teresa_cidreiro@hotmail.com) 
Palavras-chave: Primeiras Fotos; Fantastico; New York; Brasil 70; Dos Anos 80 ate o presente; fotografia; Boris Kossoy

Title: ANALYSIS OF PHOTOS OF THE PHOTOGRAPHER BORIS KOSSO
Autores:  Nayara Pinheiro  (nayarapin@hotmail.com)
                Michelle Moreira (michelle.design.ufu@gmail.com)
                Teresa Cidreiro (teresa_cidreiro@hotmail.com)
Keywords : First Photos; Fantastic; New York; Brazil 70; The 80 until the present; photography; Boris Kossoy 

1. Introdução
Esse artigo foi escrito para mostra a essência das fotos do fotografo Boris Kossoy.

2.Referencial teórico-conceitual
Como base pro artigo, foi utilizado o texto do escritor Arlindo Machado, “A Ilusão Espetacular: Introdução a fotografia”, onde o autor explicita, de forma contundente, os diversos meandros da fotografia na sua tentativa de se manter como fiel representação da realidade, e consequentemente, na manutenção da perspectiva central como uma representação realista e desprovida de uma ideologia intrínseca. A partir daí, mostra imagens que obtiveram êxito em se desprender dessas armadilhas, denunciando o próprio mecanismo de ação do chamado "efeito especular". Uma das questões centrais é o fato da fotografia, assim como as pinturas renascentistas, permitirem ao observador colocar-se no lugar do autor, tomando para si aquela perspectiva como real, sem perceber que seu olhar está preso e dirigido. A descosntrução desse processo implica necessariamente na denúncia desse movimento, produzindo imagens em que essa "transferência de subjetividade" não possa ocorrer, ao menos de imediato. Portanto, imagens em que a perspectiva é distorcida, ou que a leitura é difícil, servem a esse propósito.
Assim, através da leitura desses texto foi tirado as conclusões para as analises das fotos selecionadas do fotografo Boris Kossoy.
 
3.Materiais e métodos
Nesse artigo serão analisadas as fotografias do fotografo Borris Kossoy, através do foco, da cor e de seu enquadramento, apesar que o fotografo se utiliza praticamente de apenas fotos em preto e branco, possuindo poucas coloridas.

4. Discussão e análise dos resultados

Nestas fotos, que foram as primeiras tiradas por Boris, ele retrata a cidade de São Paulo em meados de 50 e 60.
Realizando a análise destas fotos, percebe-se  que quase todas passam uma imagem de uma realidade triste da cidade de São Paulo, como nas que o fotógrafo retrata a periferia. Nesse sentido as cores (preto e branco), contribuem para acentuar essa realidade triste da cidade.
Na foto 4 da periferia, observa-se uma placa na residência com um anúncio: “Parteira”; e também há nesta foto um carro funerário, o que faz pensar que alguém morreu, e que provavelmente foi a mãe ou o filho. Também nessa foto, percebe-se que o contraste do branco do céu, com o preto do carro funerário pode imprimir a relação:
                       -branco – céu, transcendente, paz.
                       -preto – morte, tristeza, luto.
Já na foto da Avenida São João, percebe-se que o fotógrafo quis retratar o cotidiano das pessoas. Ela passa uma sensação de movimento, de atividade, em decorrência da maioria das pessoas na foto estarem andando. 

Estas fotos são da série “Fantástico”, e são fotos em que podem haver muitas interpretações, muitos signos. 
Nas fotos das noivas, foi analisado que elas podem ser a mesma pessoa e fazerem parte de uma seqüência de episódios, ou podem não ser a mesma pessoa e não terem ligação alguma.
No caso de elas serem a mesma pessoa, pode-se interpretar que a noiva I está aguardando o trem para partir, depois de, desiludida,  ser abandonada no altar,  ou será que ela é quem abandonou o noivo? E então, na seqüência ela sobe essa escada, já mais desiludida ainda, o que é percebido pelo fato de ela já estar sem o véu. Talvez pense em se atirar de lá de cima.
Se não são a mesma pessoa, a interpretação pode ser a mesma, mas sem a seqüência de fatos. Além disso, o fato de a noiva I ainda estar de véu, pode representar uma situação em que ainda não se adaptou, tanto no caso de ter sido abandonada como no caso de ser ela quem tenha abandonado.
Nestas fotos as cores também exercem influência nos signos, pois como são em preto e branco, passam a sensação de tristeza, de ausência, de solidão...
Já na foto “O passeio no Jardim da Luz”, há, primeiramente, a incógnita: é de fato uma senhora, ou seria um manequim? 

Nas fotos do álbum intitulado New York, Kossoy retratou muito a cidade em si, com seu cotidiano e sua multidão, como na foto de 1976 sem título, e também retrata em outras dessas fotos como essas de 1971, a solidão, o ertar sozinho, o caminhar sozinho. Nessas fotos há a sensação de tristeza, de melancolia, de ausência, que novamente é reforçada com a ausência de cor.
Na foto  “Bowery”, é interessante notar a relação que provavelmente o fotógrafo fez com o fato de o homem, adulto, estar deitado num carrinho de bebê.
Pode-se associar essa imagem à idéia de abandono, de descaso desse ser com ele mesmo. Também parece que ele está segurando uma garrafa de bebida, e associando isso ao fato de estar deitado num carrinho de bebê, passa uma impressão de que esse ser não tem condições de cuidar de si mesmo, e que precisaria dos cuidados de alguém, assim como é a realidade do bebê. 
Já na foto “Manifestação contra a Guerra do Vietnã”, fica evidente o paradoxo que existe, já que em se tratando de uma manifestação, espera-se ver uma agitação, um descontrole, pessoas gritando, enfim uma manifestação. Mas o que se vê na foto, é exatamente o contrário: pessoas deitadas, imobilizadas, sem nenhuma movimentação. Talvez essas pessoas estejam mortas.


Nas fotos do álbum Brasil 70, Kossoy tenta retratar um país que ninguém ainda tenha visto, em imagens que podem chocar, fazer ri e ate se relembra do passado.
As fotos desse álbum, onde em uma, um senhor esta com os braços na cintura e fazendo pose e a senhora olhando pra câmera, e em volta tento pessoas de aspecto  convencionais, na outro os tipo de moradia que se encontra na regiões e o cotidiano dos cidadãos, demonstra o dia - a - dia da cidade de Salvador, em que você pode encontra todos os tipos de pessoas e estilos, convivendo em harmonia pela cidade pela cidade. Um fato curioso das fotos, e que ela pertence a serie Cartões Anti-Postais, ou seja, são imagens bonitas e interessantes de se verem, mais que não seriam vinculadas como cartões postais da cidade.
Logo em seguida a gente ver uma foto de uma carrossel sendo usado por pessoas aleatórias, demonstrando o cotidiano simples das pessoas daquela cidade, que não importa onde estão, o que se interessa  e se reunir com os amigos e parentes em algum local para se conversar.



Nas fotos sem título no México, percebe-se que Kossoy utilizou elementos urbanos que passam mensagem de alegria, de otimismo. Um aspecto que se nota em uma dessas fotos, é o fato de o anúncio comunicar que se conquista mais quem sorri, mas o homem na foto está sério. Apesar de essas fotos serem em preto e branco, não passam a impressão de tristeza, como em muitas outras do fotógrafo, já que há muito a presença da luz.
Nas fotos tiradas na Normandia e em Kubrik, o autor novamente parece querer retratar a melancolia, a nostalgia, o frio, o que novamente é reforçado com a ausência de cores.
Na foto em Hhitchcock, o fotógrafo faz uma homenagem a este, que foi autor de filmes de terror e suspense.
Percebe-se nesta foto que realmente parece haver um suspense com o fato de possivelmente alguém estar espionando, espreitando através da janela, talvez planejando algo.
na foto em Hamburgo, parece que novamente Kossoy quis passar, com a cama vazia a impressão de ausência, talvez de uma possível morte.
E na foto em Valle de los caídos, há novamente a sensação de nostalgia, de tristeza, de frio, causada pela presença da grande nuvem cinza e ainda pela ausência de cor na foto.

5. Considerações finais
Podemos concluir então que o fotografo Boris Kossoy, tem um estilo sombrio de se ver o mundo, motivo então, por ele tira suas fotos apenas em preto e branco, para não demonstra as cores que dão vida ao nosso planeta.

6. Referências
MACHADO, Arlindo -  A ILUSÃO ESPECULAR introdução à fotografia.
 São Paulo: Editora Brasiliense. 2009.
Imagens disponíveis e retiradas do site do fotografo Boris Kossoy< http://www.boriskossoy.com/ >